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QUINTA DA RAMALHA |
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Submetido por Manuela Cruz em Sábado, 26 Janeiro, 2008 - 16:28 |
Foto: As minhas Escapadelas | Imagens de Escapadelas |
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 A Quinta da Ramalha é uma quinta integrada em espaço rural, situada nas cercanias da Vila de Prado, concelho de Vila Verde, cuja restauração conservou as características arquitectónicas da região, proporcionando um contacto com a natureza e o ambiente rural do Norte de Portugal. É uma excelente escolha para passar uns dias calmos.
A Quinta da Ramalha dispõe de 5 quartos com w.c. privativo, aquecimento central e T.V..Salão de jogos, campo de ténis, piscina, churrasqueira , bicicletas e jardins.
Locais a visitar: Braga, Santuários de Bom Jesus e Sameiro, Monte da Falperra, Serra doGerês, São Bento da PortaAberta, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Barcelos, Guimarães, Porto.
http://www.quintadaramalha.com/
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Mostrar Portugal numa pousada argentina |
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Submetido por posadasanbras em Segunda-feira, 31 Dezembro, 2007 - 03:10 |
Foto: Destinos Turisticos | Imagens de Escapadelas |
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 Mostrar Portugal numa pousada argentina
ALEXANDRA MACHADO
DIREITOS RESERVADOS
Não conhece Portugal. Mas tenciona um dia visitar. Percebe tudo de
português, mas a falar refugia-se na segurança do espanhol. Victor Lopes é um
lusodescendente, como tantos outros. Mas na Argentina avança com um projecto
único. Construir uma pousada-museu onde a temática predominante será
Portugal.
Até pelo nome. A Pousada levará a designação de San Bras de
Alportel, a espanholização da terra de onde os seus pais imigrarem nos anos 40 à
procura de uma vida melhor. São Brás de Alportel, no Algarve, viu partir Maria
Luísa Conceição Viegas e António Lopes, como então via partir tantos outros
portugueses. A vida não era fácil, lembra Victor Lopes de ouvir contar os pais.
Maria Luísa dedicava-se à costura e ao trabalho no campo. António era sapateiro
e tocava saxofone, ofícios que manteve em Buenos Aires para onde imigraram. Foi
aqui que tiveram os quatro filhos, entre os quais Victor Lopes que, aos 44 anos,
embora não conheça a terra dos pais quer homenageá-los com uma pousada dedicada
a Portugal. "Mas queríamos algo mais do que uma pousada", explicou,
telefonicamente, ao DN Victor Lopes, explicando que é sua intenção "difundir a
cultura portuguesa, a música, os costumes". Apesar desta iniciativa, lamenta não
ter conseguido apoios por parte da Embaixada portuguesa ou do Instituto Camões.
Não pediu dinheiro, assegura, queria apenas contributos para a parte
museológica. Esses têm-lhe chegado dos particulares e de empresas. A Internet
ajudou a divul- gar o projecto. Victor Lopes lembra o endereço
() para quem o quiser contactar e mostra-se sempre
disponível para dar informações sobre a Argentina. "Já tenho dado informações e
mandam-me mails a perguntar coisas sobre a Argentina". Afinal, Victor
Lopes está habituado a estas coisas do turismo, actividade em que trabalhou em
Buenos Aires até decidir dedicar-se a tempo inteiro à pousada. Trabalhava na
capital argentina, mas mudou-se para a Villa General Bergano, uma localidade
turística com forte presença europeia, uma vez que albergou muitos alemães,
suíços, austríacos. Portugueses, apenas cinco famílias.
As portas da
pousada deverão abrir no final do ano, lá para Novembro ou Dezembro. São, ao
todo, 10 quartos, ocupando a pousada um total de mil metros quadrados. Victor
Lopes pensa pedir por cada noite 120 pesos argentinos (cerca de 30 euros). A
decoração de cada quarto será dedicada a cada região portuguesa. Livros,
revistas, artesanato, o inconfundível galo de Barcelos, uma guitarra portuguesa,
discos, fotografias, pratos, cerâmica, azulejos, haverá de tudo nesta
pousada-museu. Victor Lopes, entre pedidos para envios de "portugalidades", vai
deixando o aviso que não quer artigos com valor comercial. O objectivo não é
fazer negócio com o que lhe mandam.
A pousada acaba por ser a sua
homenagem aos pais. A mãe tem mais de 80 anos e o pai faleceu há três anos.
Victor Lopes não é casado, diz-se comprometido. Adora o fado e cita Cristina
Branco, Mariza, Carlos do Carmo, ou na escrita José Luís Peixoto. Vê semelhanças
no fado e no tango e lembra o projecto da cantora Karina Beorlegui: mistura os
dois sons que diz serem "primos". Victor Lopes também mistura os dois sons. Tem
dupla nacionalidade e por timidez prefere falar em espanhol, ainda que entenda
tudo em português. "Em casa sempre se falou português".
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